Banco do Nordeste oferece crédito para agricultura de baixo carbono
Agricultores familiares e produtores rurais já podem captar recursos no Banco do Nordeste para investir em agriculturas que contribuam para reduzir a emissão de carbono no planeta. A proposta, que faz parte da nova linha de crédito ‘Agricultura de Baixo Carbono’, é que o dinheiro seja utilizado na recuperação de pastagens degradadas, sistemas de integração entre lavoura, pecuária e florestas, arranjos agroflorestais, plantio direto na palha e plano de manejo florestal sustentável.
Para ter acesso ao crédito é preciso, primeiramente, desenvolver o projeto ou ter um plano de Agricultura de Baixo Carbono (ABC), para só depois pleitear o crédito. A ABC foi incluída no último Plano Safra.
A nova linha do Banco do Nordeste utiliza recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) para estimular atividades sustentáveis no campo. O financiamento contempla investimentos agropecuários para implantação, ampliação e modernização de empreendimentos.
Em média, a linha de crédito de Agricultura de Baixo Carbono tem prazo de 12 anos para pagamento com até quatro anos de carência.
RN
Até o dia 20 de dezembro, o Banco do Nordeste havia contratado R$ 514 milhões com projetos de agricultura, agroindústria e pecuária do Rio Grande do Norte. Ao todo, foram investidos R$ 288 milhões da linha de crédito do Agroamigo (a linha de microfinança rural do Bando do Nordeste) e mais R$ 226 milhões pelas demais linhas.
Apenas o Nordeste é responsável por quase 50% dos empreendimentos de agricultura familiar do Brasil. Desde 2019, o RN vem se tornando referência nacional em políticas públicas de fortalecimento da agricultura familiar, com a criação da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (SEDRAF), oficializada em 10 de maio de 2019.