Pequenas empresas produzem 36,6% das riquezas do RN; média é maior que a nacional
Natal, RN 5 de jun 2026

Pequenas empresas produzem 36,6% das riquezas do RN; média é maior que a nacional

13 de janeiro de 2025
4min
Pequenas empresas produzem 36,6% das riquezas do RN; média é maior que a nacional

Ajude o Portal Saiba Mais a continuar produzindo jornalismo independente! Apoie com qualquer valor e faça parte dessa iniciativa.

Quero Apoiar

Por Fernando Azevêdo

O Rio Grande do Norte concluiu o ano de 2024 com o crescimento dos pequenos negócios. Segundo dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/RN), o estado tem 241.123 pequenos negócios ativos, um aumento de 7,56% em relação aos 224.168 registrados em 2023. 

Diversificando a economia do estado, os microempreendedores individuais (MEIs), as microempresas (MEs) e as empresas de pequeno porte (EPPs) representam, juntos, 36,6% do Produto Interno Bruto (PIB) do RN e 40,39% do estoque de empregos. Em 2024, 71,42% dos empregos formais gerados no RN foram nos pequenos negócios.

De acordo com Thales Medeiros, gerente da Agência Sebrae Grande Natal, o aumento de pequenos negócios está ligado a uma série de variáveis, como a regularização deles junto à Receita Federal. “Isso facilita a sobrevida das empresas, o que faz com que elas fiquem mais tempo [no mercado]”, diz.

“A importância do pequeno negócio é muito significativa. Basta a gente pensar, por exemplo, que pouco mais de um terço do nosso PIB – em torno de 36% –, é feito a partir dos pequenos negócios”, Thales sinaliza. “Isso consolida a perspectiva de que o pequeno negócio é um elemento condicionante para o desenvolvimento de uma região”.

Ainda segundo ele, o cenário de aumento acompanha melhorias na conjuntura econômica. “O crescimento tem sido praticamente padrão, ano após ano. Há anos, sempre temos uma taxa de abertura maior do que a taxa de fechamento de empresas. Isso cria sempre um saldo positivo”, pontua o gestor. 

Cenário coloca o RN como uma potência empreendedora

Em solo potiguar, os dez municípios que lideram a concentração de pequenos negócios são Natal (89.121), Parnamirim (25.055), Mossoró (23.505), São Gonçalo do Amarante (6.941), Caicó (5.504), Macaíba (4.210), Extremoz (3.781), Assú (3.434), Ceará-Mirim (3.402) e Currais Novos (3.344).

Segundo Thales Medeiros, a participação dos pequenos negócios no PIB do RN é superior à média nacional, que é cerca de 25%. “Os pequenos negócios, aqui, têm uma contribuição maior do que a média. O Rio Grande do Norte tem, em suas condições, uma quantidade de empresas muito significativa”, frisa. 

O Sebrae/RN aponta que a taxa de mortalidade empresarial chama a atenção no cenário de crescimento. No estado, que segue a média nacional desse índice, foram abertas 43.447 novas empresas de pequeno porte em 2024, enquanto 26.674 encerraram suas atividades, resultando em uma taxa de mortalidade de 61,39%. No Brasil, essa taxa é de 61,4%.

Apesar da expectativa de crescimento constante, Thales afirma que ainda não se pode precisar o comportamento futuro do número de pequenos negócios. “Alguns boletins só vão ser construídos mais à frente, porque especialmente agora, a partir de janeiro, nós temos o mês de mudança de regime tributário”, explica.

Contudo, o planejamento observado pelo Sebrae/RN, junto ao estado e aos municípios, lida com uma perspectiva de intensificar as ações com os pequenos negócios. “Justamente considerando essa questão de sustentabilidade, perenidade, que eles oferecem também ao desenvolvimento local”, Thales conclui. 

MEIs são maioria

Nos últimos seis anos (desde 2019), os microempreendedores individuais registraram a maior variação no RN, quase dobrando de número. Os MEIs saltaram de 64.991 para 128.211, um aumento de 97,2%; as EPPs passaram de 10.160 para 15.105; e as MEs passaram de 78.498 para 97.807 – crescendo 24,5%. 

Os dados são da Receita Federal e estão no Boletim Pequenos Negócios em Números, elaborado pelo Sebrae/RN. 

“A figura do microempreendedor individual corresponde a quase 55% dos pequenos negócios, mostrando o impacto que é o MEI na economia, mesmo com os desafios de sustentação”, Thales afirma.

As mais quentes do dia

Apoiar Saiba Mais

Pra quem deseja ajudar a fortalecer o debate público

QR Code

Ajude-nos a continuar produzindo jornalismo independente! Apoie com qualquer valor e faça parte dessa iniciativa.

Quero Apoiar

Este site utiliza cookies e solicita seus dados pessoais para melhorar sua experiência de navegação.