Família e amigos fazem homenagem e cobram solução sobre morte de Joka
Uma das figuras mais carismáticas de Ponta Negra segue fazendo falta e sendo homenageada. Familiares e amigos de Joka Lima, proprietário da Tapiocaria da Vó, agitador cultural e morador da Vila de Ponta Negra, lembraram de sua alegria e suas lutas durante a missa de um ano de seu assassinato, celebrada na tarde desta quarta (05).
“Hoje, completamos um ano sem a presença de Joka Lima. A saudade é imensa, mas é importante lembrar com carinho e gratidão os momentos que compartilhamos. Joka Lima deixou um legado de amor, amizade e dedicação que jamais será esquecido. Neste dia, além de recordarmos com saudades, também queremos lembrar às autoridades que ainda esperamos por respostas. A justiça é essencial para que possamos encontrar paz e seguir em frente. Durante a homilia do Padre Martins, elevamos nossas preces e buscamos conforto nas palavras de fé e esperança. Os cânticos entoados nos uniram em um coro de lembranças e homenagens a Joka Lima, reforçando a importância de manter viva a memória de quem tanto amamos. Que este depoimento sirva como um lembrete de que, mesmo na ausência, Joka Lima continua presente em nossos corações e pensamentos. E que a busca por respostas e justiça nunca cesse”, comentou a poetisa Deth Haak.

O grupo aproveitou o momento para pedir a elucidação do caso, que ocorreu na madrugada do dia 05 de fevereiro de 2024. Pelo que foi divulgado pela polícia civil, Joka teria reagido a um assalto, sendo baleado e falecendo ainda no local. O crime ocorreu na “prainha de Pirangi”, em Parnamirim.
“Além da missa, fizemos um protesto para pedir elucidação do caso e julgamento dos acusados. Ano passado as coisas andaram bastante, chegaram a três suspeitos e dois foram presos, sendo que um chegou a ir a julgamento. Mas, como estava com tuberculose, não compareceu. Mas, não sei como as coisas estão atualmente”, relata Júlio César, filho de Joka.

Como parte de sua inquietação como agitador cultural, Joka havia fundado a Tapiocaria da Vó, espaço que além de restaurante, serve de palco para apresentações artísticas e culturais. Joka também era um incentivador da cultura nativa, como os bordados feitos em bilros e outras manifestações populares, que sempre tiveram destaque em seu espaço, que continua funcionando.
“É uma situação complicada, as coisas viraram de cabeça para baixo e tudo isso influenciou no cansaço e estresse que já sentia. Antes, dependia do meu pai, agora estou sozinho, por minha própria conta”, desabafa Júlio César.