Projeto Africores recebe prêmio do programa Periferia Viva
Na tarde desta quinta-feira (28), o presidente Lula participou do lançamento do programa Periferia Viva, que promove a urbanização de favelas brasileiras com mais de 30 políticas públicas pactuadas entre os ministérios e diversos estados contemplados. O Rio Grande do Norte é um dos estados contemplados pelo programa e o Projeto “Africores”, da Comunidade da África, na Redinha, representou o RN no evento.
Em paralelo à cerimônia de lançamento, aconteceu a cerimônia da segunda edição do Prêmio Periferia Viva, que premiou 178 iniciativas periféricas de todo o país , incluindo o projeto “Africores”, do movimento cultural Nossos Valores, que leva arte, hiphop e lazer para crianças, jovens e adultos da Comunidade da África, na Zona Norte de Natal.
Silmara Rodrigues, Gestora do Projeto, explicou para Agência Saiba Mais, da importância da premiação e do reconhecimento recebido pela iniciativa que transforma a vida através do hip hop. Para Silmara, receber esse prêmio impulsiona e fortalece o trabalho realizado pelo projeto na comunidade.
“O Prêmio Periferia Viva impulsiona e fortalece o trabalho que estamos realizando na comunidade da África. Além do aporte financeiro, que servirá para melhorar a estrutura física da nossa sede, também reconhece a importância de iniciativas periféricas que transformam vidas através da cultura hip hop”, contou.
Aproveitando a estadia em Brasília, o projeto também vai participar do Seminário Internacional do HipHop, contou Silmara.
O Periferia Viva é um programa de urbanização de favelas com foco em quatro eixos, sendo: Infraestrutura urbana; Equipamentos sociais; Fortalecimento social e comunitário; e Inovação, tecnologia e oportunidades. No total, são mais de 30 políticas pactuadas com a visão de um acréscimo de investimentos nas periferias, entre convênio com a ONU e IBGE, o Projeto Cep para Todos e contratos para regularizações fundiárias.
Africores
Já o “Africores” é um projeto que leva a cultura do hiphop para a Comunidade, como forma de educar e resistir essa população, que é esquecida pelo poder público, assim como o resto da Zona Norte de Natal. O projeto tem até trabalhos voluntários que são reconhecidos pelo Ministério da Cultura.
“O Africores realiza formação na área do graffiti, break e tranças afro para 45 crianças, adolescentes e mães da comunidade. O nosso maior desafio é a captação de recursos para desenvolver as atividades.”, pontua o coordenador. “Problemas estes enfrentando por várias iniciativas semelhantes a nossa. Nossas atividades acontecem na nossa sede, que fica localizada na Travessa Gameleira, 20, na comunidade da África, na Redinha”, explicou Miguel Carcará, rapper, artista do grafitti, pedagogo, educador popular e coordenador do projeto.
As atividades da iniciativa têm dois meses de formação e acontecem de segunda a quinta, das 14 às 17h, na Comunidade da África. Aos sábados, as oficinas de dança acontecem das 14h às 16h.
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Periferia Viva
Algumas medidas do programa do Governo Federal é a Regularização Fundiária e a Melhoria Habitacional. Para isso, o governo vai contratar 15.097 unidades (regularização fundiária) e mais 4.285 unidades para Melhoria Habitacional, nos estados da Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Ao todo, 1.558 famílias dos bairros de Nossa Senhora da Apresentação, Pajuçara e Felipe Camarão, em Natal, serão contempladas. O investimento, só para Natal, é de mais de R$ 6 milhões.
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