Meninas no Espaço: projeto da UFRN abre inscrições para mulheres; conheça
Estão abertas as inscrições para participar das ações do projeto “Meninas no Espaço”, iniciativa que visa estimular o interesse de meninas e mulheres pelo setor aeroespacial. O programa é financiado pela Agência Espacial Brasileira (AEB) e executado pela UFRN em parceria com o Governo do Rio Grande do Norte.
Os editais com o regramento para participação foram lançados nesta segunda (15). A ação capacita as garotas em áreas como Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática (STEAM). Além disso, promove o desenvolvimento educacional e o estímulo à igualdade de gênero no setor espacial no estado do Rio Grande do Norte.
A iniciativa, coordenada pela professora Mariana Rodrigues de Almeida, busca formar equipes compostas por estudantes e professores de escolas públicas do RN.
“O objetivo do projeto é proporcionar uma formação abrangente e inclusiva, preparando nossas alunas para futuras carreiras no setor aeroespacial. Queremos desenvolver competências que vão além do conhecimento técnico, abrangendo habilidades como comunicação, proatividade e capacidade de trabalhar em equipe”, pontuou a professora.
São três editais disponíveis. Com inscrições abertas até 2 de agosto de 2024, no edital 001 serão disponibilizadas cinco vagas para alunas de graduação na UFRN e cada bolsa será no valor de R$ 700 reais; o edital 002 conta com quatro vagas para alunas da pós-graduação da UFRN, com bolsas no valor de R$ 2.1000 reais; e o edital 003 disponibiliza 20 vagas para escolas públicas.
Cada escola poderá inscrever equipes compostas por um professor e até seis alunas. As estudantes devem estar matriculadas no oitavo e nono ano do ensino fundamental, ou no ensino médio. As escolas selecionadas receberão bolsas de pesquisa no valor de R$ 200,00 mensais para cada aluna e R$ 700,00 para o professor responsável.
“Projetos como o Meninas no Espaço são de grande importância para a diminuição da desigualdade de gênero e das assimetrias regionais, estimulando o interesse de jovens mulheres na área espacial no estado do Rio Grande do Norte”, destaca o diretor de Inteligência Estratégica e Novos Negócios da AEB, Paolo Gessini.
Já a coordenadora de Desenvolvimento de Competências e Tecnologia, Aline Veloso, afirma que a AEB busca incentivar meninas e jovens mulheres para a área espacial e suas aplicações.
“Nesta edição, o projeto tem como foco o uso das tecnologias espacial para o estudo do meio ambiente. Os professores e estudantes que participarem do projeto também integrarão o Programa GLOBE, um programa internacional de educação científica e ambiental”, diz a coordenadora.
Atualmente, o GLOBE está presente em 126 países e conta com a participação de estudantes, professores e cientistas para desenvolvimento de pesquisas sobre o meio ambiente.
Para a secretária de educação do Rio Grande do Norte, professora Socorro Batista, o Meninas no Espaço é um marco para o ensino pensado para as mulheres potiguares:
“Estamos comprometidos em oferecer oportunidades que capacitem nossas alunas e as preparem para a sua tomada de decisão, em um processo emancipatório. Este projeto não apenas inspira, mas também mostra que a ciência e a tecnologia são campos acessíveis e promissores para todas as nossas jovens,” afirma a secretária.
Além da bolsa de pesquisa, as equipes participarão de atividades práticas e teóricas, que incluem a sistematização de dados e o desenvolvimento de projetos educacionais de foguetes. As alunas terão uma carga horária de 20 horas semanais, divididas conforme as necessidades do projeto, e as bolsas podem ser renovadas, dependendo da disponibilidade e do desempenho. Para se inscrever, as candidatas devem preencher um formulário online e enviar um vídeo apresentando a equipe e suas habilidades.
O processo seletivo inclui a análise do currículo Lattes do professor, o histórico escolar das alunas e entrevistas. As equipes serão classificadas com base em uma fórmula que considera esses três critérios, e o resultado será divulgado no dia 14 de agosto de 2024.
“Acreditamos que projetos como este são fundamentais para fomentar a inclusão e a diversidade no setor aeroespacial. Queremos que nossas alunas vejam que há um lugar para elas nesse campo e que elas têm o potencial para contribuir significativamente,” comenta Mariana Rodrigues de Almeida.