Com potiguares, seleção universitária de handebol vence torneio mundial
Natal, RN 6 de jun 2026

Com potiguares, seleção universitária de handebol vence torneio mundial

10 de setembro de 2024
4min
Com potiguares, seleção universitária de handebol vence torneio mundial
Seleção Brasileira masculina de handebol | foto: cedida

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O Brasil recebeu o primeiro Campeonato Mundial Universitário de Praia – ou FISU World University Championship Beach Sports, que aconteceu de 2 a 8 de setembro no Rio de Janeiro. Na competição, inédita até o momento, o time brasileiro de Beach Handebol Universitário foi o grande campeão da modalidade, com 4 potiguares integrando a equipe.

Promovido pela Federação Internacional do Esporte Universitário e organizado pela Confederação Brasileira do Desporto Universitário, a competição praiana reuniu cerca de 4 mil atletas de 40 países que disputaram as modalidades de vôlei de praia, futebol de praia, beach tennis, luta de praia, e handebol de praia. Na seleção masculina de handebol, os potiguares João Paulo, Bruno Raboud, Bruno Henrique e Rafael da Costa fizeram parte da equipe técnica e de jogadores. 

A Agência Saiba Mais conversou com o potiguar Bruno Raboud, técnico da seleção e um dos grandes responsáveis pela conquista inédita. O treinador, que é representante da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), foi o responsável por reunir a equipe brasileira e treinar os garotos para a conquista, junto com o também potiguar, Bruno Henrique. 

“A gente foi selecionado com base no ranking do ano passado. Teve o Jubs, que são os Jogos Universitários Brasileiros de 2023, que foi no Maranhão, e a gente conquistou ouro tanto masculino quanto feminino. Aí, usaram esse ranking e esse ano a gente foi convocado pra fazer parte da seleção brasileira masculina.”, iniciou Raboud.

Técnico Bruno Raboud | foto: cedida

“A partir daí, a gente já foi convocado e recebemos uma lista com os atletas que poderiam ser convocados e outros também. E aí, a gente tinha que observar os jogos, tinha que escolher qual era a melhor função de cada um, então era um trabalho bem maior do que a gente já estava acostumado a fazer antes, que era só representar a UFRN e estava resolvido.”

Na equipe de 10 jogadores, 5 eram do Rio de Janeiro, 2 do Rio Grande do Norte, 1 da Paraíba,1 do Paraná e 1 de Roraima. “A partir daí, a gente começou a treinar e tentar fazer dois treinos por dia. Por exemplo, pela manhã fazia um treino técnico, com tamanho de arremesso, movimentação, passe e algo do tipo. E pela tarde a gente fazia um treino mais tático, jogadas e situações de jogo. E aí foi criando uma identidade do time, vendo como é que a gente ia conseguir jogar na competição.”, detalhou.

Equipe potiguar da esquerda para direita: João Paulo, Bruno Raboud, Bruno Henrique e Rafael da Costa | foto: cedida

Sobre vencer, o técnico diz que está com a sensação de dever cumprido. “Não sei como descrever, mas é uma sensação de dever cumprido em que o que a gente fez deu certo. Apesar das dificuldades, apesar de muitas críticas, o que a gente fez deu certo. Felicidade, realização e talvez a ficha não tenha caído ainda.”, finalizou.

Vitória inédita

Vencer em casa a primeira competição deste tipo é algo grandioso e foi uma realização de um sonho, de acordo com as palavras de João Paulo, potiguar, estudante de CET da UFRN e um dos jogadores da seleção. Para o atleta de 23 anos, a experiência foi “ímpar” e vai ficar marcado para sempre na sua vida. 

“Foi uma experiência ímpar na minha vida. Realizei um sonho de infância que é representar meu país e ainda de quebra fui campeão mundial. Foram muitos anos de trabalho e dedicação. Me senti muito orgulhoso com todos me apoiando muito. Acho que vai ficar marcado pra sempre na minha vida e na história da modalidade, pois foi a primeira seleção campeã mundial universitária de beach handebol”, detalhou o estudante que joga há 9 anos. 

João Paulo é estudante de CET da UFRN | foto: cedida

Para o auxiliar técnico auxiliar da seleção, Bruno Henrique, a conquista é resultado de um trabalho realizado há 12 anos. “Uma satisfação enorme, após 12 anos trabalhando com desporto universitário, viver uma experiência como e ainda ser campeão é algo que nem de longe eu imaginava.”, contou. 

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